O que será semente
A germinar pra sempre
Da terra aos céus
Dos seus aos meus
Os olhos a brilhar
E assim, a brotar
Os ramos rebentos
Que preencherão
A paisagem do nosso
Futuro do presente
No entrelace dos galhos
Dos corpos, dos sonhos
Que renderão os frutos
Os fetos, os afetos
Do presente
Porém, no chão, a esperar
As mazelas do tempo
As jabuticabas passavam
Tal qual o brilho dos teus olhos
No pretérito imperfeito
Que hoje me olham de canto
Em desafetos distantes
Esmaeceriam os destinos
No futuro do pretérito
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